Dizem que a
vida é curta. Porém me pergunto: Se a vida é tão curta, então como
há tempo de acontecer tantas coisas?
Há tempo de
acontecer momentos de felicidades e de tristezas.
Existe tempo
suficiente para pensar no que fazer, ou no que está acontecendo. É
certo que às vezes precisamos ter um raciocínio lógico e rápido
para solucionar problemas que nos pegam desprevenidos.
A vida não é
curta.
Nela tem
tempo suficiente para conhecermos pessoas incríveis e apaixonantes,
sublimes. E tempo de sobra para conseguirmos esquecer estas mesmas
pessoas quando nos deixam. A vida não é curta, ela apenas não é
reconhecida e muito menos entendida.
A vida é
suficientemente longa para pegarmos um pórri de caipirinha ou de
cerveja, e depois de sóbrio há tempo de nos arrependermos e
pedirmos perdão para a pessoa que amamos e que odeia bebida
alcoólica. E depois de todos esses acontecimentos ainda sobra tempo
nessa vida para essa mesma pessoa não te querer mais e buscar
outra.
Quem disse
que a vida é curta, então me prove.
As coisas que
faço, as experiências por quais passo não me dizem isso. Nem, muito
menos, as pessoas que amei e que vivi momentos inesperados e
inesquecíveis.
A vida é tão
longa que dá tempo de amar, mesmo que no principio não se ame. Já
passei por isso: não gostava, depois passei a amar e agora sou
obrigado a esquecer. Fui sacrificado.
Ela é tão
grande que você pode planejar, planejar, planejar, e depois
conseguir contemplar estes mesmos planos se desfazendo como o vento
leva a areia seca, e depois não existe mais certeza de coisa alguma
que você planejou.
Aprendi algo
muito importante, que nossos planos de vida têm apenas 50% de
chance de dar certo ou errado. Mas eles ficam tão saborosos quando
são elaborados junto das pessoas que amamos. Podem, naquele
momento, serem utópicos, mas e daí? Isso é gostoso mesmo. Para quem
apenas planeja não pode ter certeza de nada, pois não conhece o
futuro.
Não conheço
mais o meu futuro, pois o meu presente se desfez. Uma só pessoa
muda tudo. Ela se foi e foi tão difícil. Agora só tenho certeza dos
planos que foram embora, do sonho que se perdeu e, também, do que
era festa e agora é luto do que já morreu. Mas a vida me dá tempo
suficiente para mudar essa situação. É, você tem tempo para mudar
sua historia. Você tem esse poder, mas não se esqueça de Deus, pois
ele te pedirá conta de tudo o que fizeres aqui na Terra.
A vida te dá
agora o privilégio de amar a Deus e as pessoas. Não tenha medo de
amar alguém, vale a pena. Mesmo que este alguém lhe magoe tenho
certeza que algum aprendizado você teve nesta bendita convivência.
Será que você também nunca magoou alguém?
A vida é
incrível. Dá pra fazer muita coisa. Não fique inibido. Pule, cante,
dance, grite, você não estará pecando por ser feliz. Está escrito:
quer comais, quer bebais faça tudo para a glória de Deus. Faça o
que vier na sua cabeça, mas não machuque as pessoas de propósito,
senão serei seu inimigo. Complique menos as coisas, não se preocupe
com problemas pequenos, esqueça-os. Veja o sol nascer. Arrisque
mais. Não tente mudar ninguém, aceite as pessoas como elas são.
Porém sempre vai sobrar algo de você dentro de alguém que esteve ao
seu lado, assim como você tem algo de alguém com quem conviveu.
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração. Trabalhe. Seja
independente. Morra de amor. Não ame apenas quem lhe ama. Não trate
com irresponsabilidade o sentimento dos outros. Seja mais grato a
Deus por tudo. Não
meça esforços. Se perdoe. Estude bastante. Aprenda a ser sábio,
porém não arrogante. Se quiser chorar, então chore. Quer chorar
agora? Então o que está esperando? Leia a Bíblia. Veja e sinta no
coração o que Cristo fez por você.
E uma outra
coisa muito importante a vida longa me ensinou: é melhor queimar de
uma vez só, a deixar apagar aos poucos, mas se algo muito bom quer
ressuscitar, então você tem o poder de escolher se quer ou não de
volta. E “bola pra frente”, pois a vida me dá tempo
apenas de mudar e ser diferente amanhã, e depois de amanhã, e
depois, e depois, e depois…
Quem disse
que a vida é curta, então me prove.
Por André
Lima